

poema impedido
Saliva trocada sem beijo,
corredor polonês pra votação por suas famílias e com deus contra os votos da eleição. Com deus contra o demo, por deus contra a demo, vamos orar, por deus contra democracia, oremos, eles contra o voto popular. Marcha familiar de adeus ao voto, pedaladas em cima da lei: uma punição sem crime: escolha indireta de um rei. Deputado sem brilho Lustra crimes absurdos, Torturando a história pra eleitores surdos, pra pessoas sem memória. Não era pra lavar tudo? Agora é “vamos parar em breve”. A jato limparam só sangue, vermelho, a ferida aberta e podre segue - sem notícia interna que a revele. A justiça nega, adia, discrimina e muda: muda, quando devia falar; e muda sua interpretação sem história a zelar. Ontem, caía a tarde como um viaduto. Pedaladas – ciclovia - quedas: hoje estamos de luto.
Bernardo Parreiras
Enviado por Bernardo Parreiras em 21/04/2016
Alterado em 21/10/2016 Comentários
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