

Penumbra azul
Para escrever sobre a solidão, é preciso assistir, desacompanhado, ao ocaso; e jantar sozinho num sábado.
É preciso tornar-me azul diante da luz que emana da tv num quarto escuro. É preciso chorar sem preocupação de que vejam minhas lágrimas, e rir, e ouvir minha risada como um som estranho e distante. É preciso dançar só, de janelas fechadas, e estar tão isolado a ponto de imaginar alguém c´quem conversar; é preciso querer sair e não encontrar forças; e, se forças encontrar, andar sem destino, sem hora pra voltar e sem ninguém a me esperar.
Bernardo Parreiras
Enviado por Bernardo Parreiras em 18/07/2009
Alterado em 23/07/2011 Copyright © 2009. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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